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LISBOA | Feriado de Santo António (13 Junho)

Hoje é dia 13 de Junho, feriado de Santo António.

Decidi escrever um pouco sobre este feriado de Lisboa, porque acontece frequentemente falar deste dia a pessoas de fora e ver que ficam entusiasmadas.

Neste momento, tenho uma amiga alemã a passar férias em Lisboa porque lhe falei do que se passa em Lisboa por esta altura e ficou curiosa em ver como são feitas as celebrações.

E anda adorar o que tem encontrado por Lisboa nesta altura!

E foi a pensar nisso que decidi fazer este post, para que esta informação seja útil.

 

História do Santo António

Santo António é, a par de São Vicente (que já era venerado antes do nascimento de Santo António), o santo padroeiro da cidade de Lisboa.

Santo António nasceu a 15 de Agosto de 1191 ou de 1195 (não se sabe com exatidão e há quem avance com 1188), em Lisboa, e faleceu a 13 de Junho de 1231, em Pádua.

No local onde se situava a casa que se pensa ter nascido o santo, foi, mais tarde, foi construída a Igreja em sua honra.

Fez os primeiros estudos na Sé e no Mosteiro de São Vicente de Fora e os estudos superiores no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde passou grande parte da sua vida.

Ainda muito jovem, ingressou na Ordem dos Franciscanos. Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos.

Leccionou Teologia em diversas universidades europeias e passou os seus últimos anos de vida em Pádua, Itália, onde viria a falecer em 1231.

É particularmente venerado na Cidade de Lisboa, onde se comemora, no dia da sua morte, 13 de Junho, o Feriado Municipal.

Devido aos inúmeros milagres ainda em vida, a Igreja Católica canonizou-o num processo muito rápido, menos de um ano depois da sua morte e, em 1934, o Papa Pio XI proclamou-o segundo Padroeiro de Portugal, a par de Nossa Senhora da Conceição.

É conhecido como santo casamenteiro, sendo o santo a quem se deve pedir ajuda para arranjar namorado/a e/ou casar.

O Santo António é também conhecido como o santo dos pobres e o santo das coisas e das causas perdidas. Sempre que se perde algo, pode-se rezar ao Santo António em auxílio, para este ajudar a encontrar a coisa perdida.

As crianças podem dar uma esmolinha ao Santo António e pedir proteção e saúde.

 

Tradições de Santo António

Dia 13 de Junho é o feriado municipal de Lisboa.

O Santo António faz parte das celebrações das Festas de Lisboa, que se realizam todos os anos no mês de Junho.

A celebração do feriado de Santo António é marcado pelas marchas populares e pelos casamentos de Santo António no dia anterior, dia 12 de Junho.

Nesta altura, os bairros históricos de Lisboa enchem-se de cor!

Os lisboetas gostam de enfeitar as casas com objectos coloridos e manjericos com mensagens.

Há música nas ruas e a alegria é uma constante.

A tradição obriga que no dia de Santo António se comam sardinhas assadas em cima de broa e que se regue com uma bebida fresquinha à escolha!

É dançar até deixar de sentir as pernas!

Quando a noite já for longa, procurem por um caldo verde, vai ser fácil de encontrar!

 

Festas de Lisboa

Junho em Lisboa é sinónimo de festa!

É mês de festa em Lisboa onde se assume, cada vez mais, como momento de partilha do espaço público, com iniciativas gratuitas e abertas a todos, onde vários tipos de propostas artísticas caminham, lado a lado, com os hábitos e costumes de uma cidade que se renova a cada dia.

As Festas de Lisboa realizam-se, de forma oficial, desde 1932 tendo como inspiração os Santos Populares.

Desde o dia 1 de Junho que as Festas animam a cidade com um programa diversificado e multicultural.

Durante todo o mês de Junho, Lisboa vai estar animada por várias iniciativas de tradição popular, nomeadamente as marchas populares, os arraiais, os Casamentos de Santo António, bem como muitos outros espetáculos de rua, teatro, música, cinema, artes visuais, literatura, desporto, e muito mais.

Alguns dos eventos são inteiramente dedicados a Santo António, o santo mais venerado em Lisboa.

Este ano, as Festas de Lisboa começaram com um presente para os mais novos: o renovado Teatro Luís de Camões, na Calçada da Ajuda, um espaço pioneiro com programação dedicada ao público mais jovem, abriu as suas portas no Dia Mundial da Criança.

Os mais novos também tiveram papel de destaque no dia 2, na Praça do Comércio, quando os jovens músicos da Orquestra Geração subiram ao palco com a Orquestra Gulbenkian, num concerto que incluiu a banda sonora de Guerra das Estrelas.

E como não há Festas sem Marchas, este ano celebram-se os 120 anos do nascimento de Vasco Santana, mote para a Grande Marcha 2018. As Marchas Populares, como todos os anos, desceram a Avenida da Liberdade na noite de Santo António, naquela que é a noite mais longa da cidade, mostrando o vigor dos bairros de Lisboa.

As Festas de Lisboa terminam no Jardim da Torre de Belém, dia 30 de junho, com um concerto de Gilberto Gil que comemora os 40 anos do álbum Refavela.

Podem ver mais sobre as Festas de Lisboa aqui.

 

Marchas Populares

Todos os anos, na noite de 12 de Junho, a Avenida e a cidade enchem-se de música, cor, brilho e emoção, naquela que é para muitos a noite mais esperada do ano.

Todos os dias, durante meses, crianças, jovens e adultos entregam-se de alma e coração à criação e ao ensaio das coreografias e canções, e à preparação de trajes e arcos que representam o seu bairro, o seu orgulho.

É o chamado “amor bairrista”!

As marchas, são há muito um dos pontos altos das Festas de Lisboa!

Registos há de pequenos grupos que se deslocavam com archotes, cantando em competição – as marchas ao filambó, uma adaptação da tradição francesa – a marche aux flambeaux, conhecida popularmente como “marcha ao flambó” ou “filambó”.

Mas foi em 1932 que, com o objectivo de revitalizar o Parque Mayer, alguns núcleos bairristas desfilaram no Capitólio.

Nessa altura, Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique foram os ranchos (como se chamavam na altura) participantes, ainda sem o tom alfacinha como tema central, mas já em formato de competição. Campo de Ourique, com os seus trajes minhotos, foi o vencedor da primeira edição.

Hoje é um espetáculo imperdível, cheio de cor e emoção.

Cheio de amor pela arte e pelo bairro.

 

Casamentos de Santo António

São 60 anos de tradição!

Foi em 1958 que, pela primeira vez, 26 casais ficaram unidos pelo matrimónio na Igreja de Santo António. O objectivo da iniciativa, então patrocinada pelo Diário Popular, era possibilitar o casamento a casais com maiores dificuldades financeiras.

Depois de dezasseis anos de concorridas edições, a tradição foi interrompida no conturbado ano de 1974. Trinta anos depois, a Câmara Municipal de Lisboa recuperou os Casamentos de Santo António com o mesmo propósito de proporcionar a união a dezasseis casais num dia memorável para as suas famílias e para todos os lisboetas.

Hoje, os Casamentos de Santo António constituem uma marca incontornável na tradição popular de Lisboa, contribuindo, em cada ano, para afirmar a identidade cultural da Cidade.

Nem todos podem ser noivas/os de Santo António. De acordo com o regulamento imposto pela Câmara Municipal de Lisboa, autarquia que organiza esta iniciativa, existem vários requisitos que devem ser cumpridos: os dois mais importantes são o facto de pelo menos um dos noivos residir em Lisboa e de existir a disponibilidade para casar obrigatoriamente no dia 12 de Junho.

Neste dia, os noivos não se preocupam com nada – a Câmara de Lisboa tem parcerias com dezenas de empresas, que garantem o vestido da noiva, o fato do noivo, alianças, comida, bebida, festa, fotografias, maquilhagem, cabeleireiro, tudo o que todos os noivos têm direito no seu grande dia.

A cerimónia tem como convidados os chamados ‘casais de ouro’ – pessoas que casaram em 1968 sob a bênção de Santo António e que este ano celebram 50 anos de união.

 

 

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